O Presidente do MPLA, João Lourenço, defendeu esta sexta-feira, na abertura do 8º Congresso Ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), o reforço do papel da mulher na vida política, económica e social do país, sublinhando que não há desenvolvimento sustentável nem democracia sólida sem igualdade de género.

No seu discurso, o líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) enalteceu o contributo histórico das mulheres na luta de libertação nacional, na consolidação da paz e na reconstrução do país, destacando figuras como Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Lucrécia Paim, Teresa Afonso e Engrácia dos Santos.

João Lourenço afirmou que a OMA deve continuar a ser um pilar estruturante do Partido, com maior capacidade de mobilização, sobretudo no contexto da preparação do IX Congresso Ordinário do MPLA e das eleições gerais de 2027. Segundo o Presidente, a vitória política será construída nos bairros, comunidades, igrejas, escolas e famílias, espaços onde a mulher exerce influência determinante.

O Chefe do Partido destacou ainda que a organização feminina deve intensificar a luta contra a violência baseada no género, a pobreza, o desemprego, a exclusão social e práticas como a mutilação genital feminina. Defendeu igualmente maior empenho nas campanhas de alfabetização, na prevenção da gravidez precoce, no combate ao abandono escolar e na transição da economia informal para a formal, com foco no empreendedorismo feminino e na agricultura familiar.

O estadista manifestou solidariedade para com as mulheres que enfrentam conflitos armados na República Democrática do Congo, no Sudão, na Ucrânia e na Faixa de Gaza, defendendo a necessidade de uma paz justa e duradoura.

Na ocasião, reconheceu o contributo da secretária-geral cessante da OMA, Joana Tomás, bem como das antigas dirigentes Luzia Inglês Van-Dúnen e Ruth Neto, pelo trabalho desenvolvido em prol da emancipação da mulher.

Sob o lema “Mulher Angolana: Unidas para Transformar os Desafios em Conquistas”, João Lourenço apelou à unidade, disciplina e coragem política das delegadas, reiterando que o empoderamento feminino é central para a estabilidade, o desenvolvimento e a preservação da soberania nacional.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here