A mulher respondia pelo nome Dionísia Salvador grávida de gêmeos perdeu a vida na madrugada de segunda-feira, 20 de abril, na maternidade do Hospital Geral do Uíge, em circunstâncias que estão a gerar forte indignação.
O esposo da vítima denuncia alegada negligência médica e clama por justiça, apoio jurídico e esclarecimentos urgentes sobre o caso.
De acordo com o relato do marido, o casal deu entrada na unidade hospitalar por volta da 1h00 da madrugada, após a gestante apresentar sinais de mal-estar.
Horas depois, por volta das 7h00, a mulher teria deixado de se movimentar. No entanto, segundo a denúncia, os bebés que receberiam os nomes de Gael e Anayeli — permaneceram no ventre da mãe sem intervenção imediata da equipa médica.
A família afirma que só foi informada do falecimento por volta das 12h30, sendo que a retirada dos bebés ocorreu às 12h45, já sem vida.
O esposo questiona a demora na actuação dos profissionais de saúde e levanta dúvidas sobre a possibilidade de salvar as crianças após a morte da mãe.
Em meio à dor e revolta, o marido faz um apelo público por justiça: “Queremos saber por que não salvaram os bebés, já que a mãe faleceu às 7h. Precisamos de respostas e responsabilização.”
A família solicita ainda o apoio de advogados e da sociedade civil para levar o caso às instâncias competentes.
Até ao momento, a direcção do Hospital Geral do Uíge não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. O caso levanta preocupações sobre a qualidade dos serviços de saúde e reforça a necessidade de investigação rigorosa para o apuramento de responsabilidades.









