O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, manifestou preocupação com a transparência das eleições presidenciais de 2027 e com o fortalecimento do sistema democrático em Angola, defendendo a necessidade de igualdade de tratamento para todos os partidos e candidatos.
As declarações foram feitas em Paris, onde o líder do principal partido da oposição participa numa conferência sobre África, organizada pela Internacional Democrata Centro (IDC), organização da qual a UNITA é membro. Na ocasião, Adalberto Costa Júnior aproveitou também para apresentar o seu livro intitulado “Juntos por Angola Outro passo para a liberdade”.
O dirigente afirmou que, com o Presidente João Lourenço fora da corrida presidencial, espera que o MPLA conduza um processo inclusivo e democrático na escolha do seu próximo candidato à Presidência da República. No entanto, alertou que, até ao momento, o que se tem observado no país é “uma criminalização da alternativa e da alternância”.
Adalberto Costa Júnior destacou que, ao contrário da UNITA, que realiza eleições internas plurais e democráticas, o MPLA nunca promoveu uma eleição plural para a escolha da sua liderança. Segundo ele, qualquer militante que se anuncie candidato dentro do partido no poder acaba por ser alvo de exposição e criminalização da sua vida pessoal.
O líder da UNITA criticou ainda a atuação das autoridades face às manifestações públicas, lembrando episódios recentes em Luanda, onde marchas de cidadãos que alertavam para a violência contra mulheres e meninas foram impedidas pela polícia, apesar de cumprirem os requisitos legais.
Para Adalberto Costa Júnior, a forma como o MPLA irá conduzir o processo de escolha do seu candidato presidencial será determinante para avaliar o compromisso do partido no poder com a alternância democrática, a transparência eleitoral e a igualdade de tratamento entre todas as forças políticas.










